PortoMusical Blog - www.radioportomusical.com - por Juliano Machado

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Hoje, sábado, 04 de setembro de 2010 - 18:27.

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26/06/2009, 11:42AM

O diploma de jornalista no texto do David

Arquivado em: Sem Categoria — Juliano Machado @ 11:42:36 AM

Esse texto do David Coimbra
expressa, principalmente na sua última frase, grande parte do que penso
a respeito da não obrigatoriedade do diploma de jornalismo para
exercício da profissão. As faculdades de jornalismo precisam se fazer
necessárias antes de gritarem por seus canudos. Já que dão tanta
importância a seus cursos, não consigo entender tanta gritaria: se sabem
que são melhores que os não formados na área, não precisam se preocupar.
Mas desconfio que a auto-estima não seja tão alta assim como parece. No
fundo nós (eu também sou formado em jornalismo) sabemos que nossos
cursos, em sua maioria, não garantem tanta superioridade diante de um
bom estudioso de economia, sociologia, antropologia, história, e que
tenha lido bons livros tanto da sua área como de literatura em geral,
portanto sabendo se expressar bem em textos escritos. E por isso
gritamos (ou melhor, quem é a favor da obrigatoriedade do diploma
grita).

24/06/2009, 12:41PM

O diploma de jornalista em um papo com um amigo

Arquivado em: Sem Categoria — Juliano Machado @ 12:41:58 PM

Minha tendência é ser favorável à decisão do STF quanto a não
obrigatoriedade do diploma para o exercício do jornalismo. E isso por um
motivo bastante simples: o diploma não garante absolutamente um bom
jornalista. Mas nada melhor que debater com um querido amigo e professor
de jornalismo para melhorar a conversa. Fala então, o escritor e
professor Paulo Ribeiro, em seu blog Vitrola dos Ausentes:

Peixes fritos e diploma

“A decisão do Superior Tribunal Federal (STF), que extinguiu a
obrigatoriedade do diploma para o exercício do Jornalismo (e misturou
cozinha com redação, peixes fritos com ética) é de última instância e
sobrou para nós os protestos. E é preciso que eles sejam consistentes.
Escritor, como os românticos de outros tempos, poderia evocar aqui o
direito de “ser jornalista” por gostar do hábito da escrita.
Bobagem. Hoje, a sociedade, a clientela quer alguém habilitado, com
formação específica, técnica e eticamente preparado para o exercício da
atividade jornalística.
Talvez seja válido também recordar aos ministros que liberdade de
expressão não é o mesmo que liberdade de informação, que é o que
distingue a prática do Jornalismo do direito que a Constituição assegura
a todo o cidadão.
Mas, por outro ângulo, até que é em boa hora a decisão do Tribunal que
gerou esta onda de protestos. A profissão de jornalista, até aqui, era
regulada por um decreto-lei do tempo da ditadura, normatizada por um ato
da Junta Militar. Era uma forma de “cassar” jornalistas sem canudo
que se manifestassem contra o regime instalado.
Mas, os tempos mudaram. As formas de comunicação evoluíram, as
ferramentas do jornalismo se tornaram tão específicas, que a
obrigatoriedade de uma formação universitária é uma realidade imposta
pelo mercado. E não só: o compromisso social do jornalismo, as balizas
éticas da profissão, a indispensável formação humanística, inerente à
atividade, só se adquire mesmo na Universidade.
Portanto, somado aos nossos protestos de agora, o que se precisa é um
Projeto de Lei no Congresso Nacional, que regulamente e normatize a
profissão dos Jornalistas, bem como a criação de órgãos que os
fiscalize. É o momento, quem sabe, de se encaminhar a criação de um
Conselho de Imprensa, instituição que serviria para acompanhar os atos
dos profissionais diplomados no exercício de uma profissão que lida com
questão tão delicada como a Informação.
Como se vê, “liberar geral” o jornalismo é uma situação intrincada,
perigosa, pois uma notícia, uma opinião pode ser usada para favorecer
grupos econômicos, políticos, corporativos, e fugir da sua função
principal que é o compromisso com a verdade e a responsabilidade social.
A reconquista de nosso diploma começa agora, com a nossa voz no
Congresso, em Brasília.”

E agora vou eu, destacando trechos e batendo um papo com o Paulo:

“Mas, os tempos mudaram. As formas de comunicação evoluíram, as
ferramentas do jornalismo se tornaram tão específicas, que a
obrigatoriedade de uma formação universitária é uma realidade imposta
pelo mercado.”

Se a realidade é imposta pelo mercado, em última análise a decisão do
STF não interfere em nada. Afinal, o que o tribunal decidiu foi pela não
obrigatoriedade do diploma, e não pela extinção dos cursos de
jornalismo. Se o mercado é o regulador das necessidades jornalísticas,
continuará exercendo livremente seu atributo, porque nada impede que um
dono de empresa estabeleça como critério alguém ser formado na área ou
não. Na minha opinião, a universidade deveria ir muitíssimo além do
mercado, mas se estamos admitindo a primasia deste sobre aquela, diploma
tornou-se verdadeiramente apenas um fator de concorrência: quem o tem,
mesmo que formado em uma universidade de fundo de quintal, trabalha;
quem não tem, mesmo que com conhecimentos importantes (a chamada esfera
humanística), não trabalha.

“E não só: o compromisso social do jornalismo, as balizas
éticas da profissão, a indispensável formação humanística, inerente à
atividade, só se adquire mesmo na Universidade.”

Vejamos: estou tentando lembrar quais disciplinas humanísticas eu tive
no meu curso de jornalismo… Hammm, acho que não enchem uma mão. Talvez
nem meia mão. De teoria da comunicação, tive uma disciplina (!!!), para
aprendermos as teorias diversas e, pasmem, semiótica. Semiótica durou
dois meses (estamos falando de algo denso como signos, referentes, etc.,
teorias simbólicas profundas sobre o sentido da comunicação entre os
humanos). História da comunicação, pasmem novamente, não tive nenhuma
disciplina (!!!!!!!!). Fiquemos em um âmbito mais restrito, não história
da comunicação, mas apenas história da imprensa no Brasil: nada,
absolutamente nada. A relação entre a comunicação e a sociedade recebeu
apenas uma disciplina no curso: sociologia da comunicação, a qual foi
dada por uma socióloga e que se traduziu em uma das melhores do curso
(lemos textos analíticos significativos, que envolvem relações
políticas, mecanismos de manipulação da mídia e etc). O que mais?
História? Nada. Antropologia? Uma disciplina, bastante genérica e que se
confundia com Cultura Brasileira. Filosofia? Uma disciplina
introdutória, da qual todos os alunos fugiam porque o professor
visivlmente não se interessava em dar filosofia a pessoas que só queriam
saber escrever lead. Pronto, encerramos o capítulo humanístico do curso.
Em compensação: umas sete disciplinas de TV para assistirmos técnicos de
estúdio mexerem nas máquinas, com algum material que a gente produzia.
Sete disciplinas são três anos e meio!!! Quatro ou cinco disciplinas de
rádio, sendo que poderiam tranqüilamente serem condensadas em duas. E
umas quatro ou cinco de jornalismo impresso, sendo que em apenas uma
tivemos que ler textos relevantes tanto jornalísticamente como
literariamente (sim Paulo, estou falando da redação II). Quanto às
balizas éticas, de fato a universidade pode dar algumas ferramentas,
como um melhor conhecimento da legislação; entretanto, conhecer a
legislação não muda o caráter de ninguém, caso contrário não teríamos
nunca advogados corruptos. De qualquer forma, o curso que fiz também
oferece apenas uma disciplina de ética. Na disciplina de midiologia
comparada, que poderia ser uma extensão da de ética, analisando-se
manipulações, truques de edição, angulações e etc, o que se faz no curso
é analisar levemente durações de entrevistas, número de anúncios em
diferentes veículos, coisas que não passam de números e que, por ficarem
apenas neles, possuem a profundidade de uma colher de chá.

Então, Paulo, concordo contigo que o momento talvez seja bom, porque é
necessária uma reflexão profunda sobre o que se tem nos cursos de
jornalismo. É preciso que a universidade vá além do mercado, e não corra
atrás dele. Caso contrário, o diploma é mero instrumento de reserva de
mercado. Precisamos que os cursos sejam necessários, acima de tudo.
Precisamos que os cursos formem bons jornalistas, que se distingam de
fato dos que não passaram pelos trâmites acadêmicos. Precisamos
reformular os currículos, adequando-os ao princípio da universidade
(conhecimento universal, formação do ser humano) e não ao que a RBS
precisa. Porque ninguém foi lá dizer ao Sirotski quem ele deve ou não
contratar (aliás, as empresas contratam quem querem, independente de
diploma ou não), de forma que a não obrigatoriedade não muda nada, a não
ser o fato positivo que, talvez, alguém muito capaz possa agora exercer
a profissão no lugar do carinha que só sabe escrever lead.

25/05/2009, 12:56PM

O preço do Pic Nic

Arquivado em: Copy/Past, Shows — Juliano Machado @ 12:56:05 PM

Rita Lee é ótima, ponto.
Agora, quem cobra um ingresso de R$200 por um show em fim de mês vive
no mesmo país que eu e você?

18/05/2009, 01:08PM

Os novos rumos de Adriana Deffenti

Arquivado em: Shows — Juliano Machado @ 13:08:26 PM

Fui no show de Adriana Deffenti, Alma Equilibrista, no sábado. E, bah,
tri bom. A moça canta cada vez melhor. Voz afinadíssima, potente quando
precisa, delicada quando convém (e a delicadeza dela também é muito
potente!), baixinha, voz de trovão feminino, enfim, ela faz o que quer.
E encanta.

Adriana está com proposta nova. A começar pela formação: sem violões,
mas com teclados de Luis Mauro Filho, baixo de Paulo Braga e percussão
de Fernando Sessé. Os três músicos são excelentes e pelo que ouvi estão
em plena sintonia com a cantora e suas novas idéias. Idéias que vão além
da música e incluem Adriana lendo textos de sua lavra (deliciosas
crônicas de amor, extremamente bem escritas) e até dançando no palco.
Vários talentos vindos de quem os têm em abundância. Mas os principais
continuam sendo a voz e a interpretação, sempre impecáveis, de uma mulher
de 32 anos que está com um show intenso, recheado de baladas, blues e
outros estilos que balançam o coração, mas falam pra alma.

Alma do público e dela própria, que se equilibra bem entre autores
brasileiros e internacionais. Afinal, a lista inclui David Byrne, Lhasa de Sela, Cole Porter, Tom Jobim,
João Bosco, Nei Lisboa e o compositor-revelação aqui dos pagos, Filipe Catto.
Tem também Adriana tocando em composição própria, Menina do
Jornal, depois da timidez de um violão com mau contato e que insistia em
fazer um barulhinho incômodo. No final deu certo.

Dos dois discos anteriores dela, ficaram Quem te ensinou a Dançar e a já
citada Menina do Jornal (Peças de Pessoas) e El Tungue le (Adriana
Deffenti). De resto, tudo novo. Tudo novo e bom, na voz de quem vai
longe (ela tentará levar seu trabalho à Europa e não vejo motivos para
não conseguir), com sua consistência costumeira e com um brilho
artístico que não deixa dúvidas. Só nos resta esperar que o disco Alma
Equilibrista chegue logo. E que a Adriana vá pro mundo.

30/04/2009, 01:07PM

E o troféu vai para…. Ganhadores do prêmio Açorianos de música

Arquivado em: Copy/Past, Notas — Juliano Machado @ 13:07:01 PM

A cerimônia foi realizada na terça-feira, no Theatro São Pedro, aqui em
Porto Alegre. O prêmio Açorianos é o mais significativo da música da
cidade. Representa uma valorização de trabalhos tão diversos quanto
qualificados.

A seguir, alguns dos premiados (lista retirada da Zero Hora):

> Disco do ano - Como num Filme sem um Fim (Pública)

> Espetáculo do ano - Beatles Magical Classical Tour (Orquestra de
Câmara da Ulbra)

> DVD - Da Guedes Acústico (Da Guedes)

> Produtor musical - Arthur de Faria (CD A Mulher de Oslo)

> Arranjador - Luiz Carlos Borges e Leandro Rodrigues (CD Itinerário de
Rosa)

> Revelação - Leandro Maia (CD Palavreio)

> Disco Pop Rock - Como num Filme sem um Fim (Pública)

> Disco MPB - A Mulher de Oslo (Vanessa Longoni)

> Disco Regional - Buenas e M’Espalho - Ângelo Franco, Cristiano
Quevedo, Érlon Péricles e Shana Müller

> Disco Erudito - Convergências (Rodrigo Andrade Silveira)

> Disco Instrumental - Pampa Y Piano (Bethy Krieger)

> Disco Rap - A Máfia dos Meninos (Nego Prego)

> Disco Blues/Jazz - My Baby Just Cares for Me (Delicatessen)

Vocês podem baixar a lista completa dos ganhadores do Açorianos
2008/2009 clicando aqui (site zerohora.com).

17/04/2009, 05:59PM

Feriadão

Arquivado em: Notas — Juliano Machado @ 17:59:31 PM

Caros amigos leitores, estou saindo de feriadão. Conversar com os
amigos, beber algumas, essas coisas. Na semana que vem turbinaremos blog
e rádio. Começaremos a fabricar mais conteúdo próprio. Entrevistas,
bate-papos, enfim. Então, fiquem no aguardo, não deixem de voltar aqui.
E bom feriado. A rádio PortoMusical
estará no ar de forma ininterrupta.

16/04/2009, 04:11PM

“Volto mais aqui nããããããããão”

Arquivado em: Discos, Indicações, Lançamentos — Juliano Machado @ 16:11:27 PM

Esqueci de dizer que Caetano está encerrando seu blog, Obra em Progresso.
E isso é lamentável. Mas será que ele vai mesmo parar de escrever? O
espaço era muito bacana, com o compositor conversando diretamente com os
internautas. Tudo sobre o processo de produção do novo disco está lá.
Não pare com a internet, Caetano. Vicie-se, vicie-se.

Novo disco de Caetano Veloso incomoda… Outra vez!

Arquivado em: Copy/Past, Discos, Lançamentos — Juliano Machado @ 15:58:31 PM

Enquanto este humilde blogueiro-jornalista (não necessariamente nessa
ordem) não recebe convites e, muito menos, passagens aéreas para ir
entrevistar Caetano Veloso (rarará - sim, eu sei, inveja mata!), o que
lhe resta é clipar o que os felizardos escrevem. Não sem, antes, dizer
que Caetano tem opiniões esdrúxulas, às vezes, no meu ponto de vista, e que a
carreira dele é bastante irregular (sendo que os pontos altos superam
em muito os baixos). E dizer também que isso
absolutamente não tira os méritos que tem o “tio”: é um artista
importantíssimo na música brasileira e, ainda hoje, se pauta pelo
incômodo. Caetano é um artista que adora incomodar. Num excelente
sentido, claro: o incômodo dos artistas inquietos, que querem sempre
provocar e soar diferentes.

Quando o Brasil tava recém saindo da Bossa Nova, embalado pelas canções
de protesto, aquela MPB (o termo surgiu nessa época) mais “hard”, vem o
cara com mais alguns baianos geniais e mete guitarras, distorções,
letras malucas, misturadas com elementos de estética kitch (num certo
sentido, todo o tropicalismo é kitch). E causa furor.

Depois, nos anos 70, volta do exílio e lança coisas como Arassá Azul,
absolutamente experimentais e provocativas, mas já não ligadas ao
tropicalismo como movimento. E nunca mais pára de surpreender.

Não é diferente com o novo disco, Zii e Zie. Ainda não ouvi o trabalho,
mas pelo que li, o disco incomoda. Incomoda por misturar, mais uma vez,
estilos diferentes. Incomoda por soar barulhento. Incomoda por tudo. Uns
dizem que é ótimo, outros dizem que é muito ruim. Não sei, só sei que
artistas que incomodam são essenciais nesses dias de fórmulas
repetitivas, custeadas por jabás abundantes, mantidos por discos muito
caros, de qualidade muito baixa, numa mídia muito restrita. E vamos ao
que dizem sobre Zii e Zie os jornalistas de Zero Hora e Folha de S.
Paulo.

Do repórter Luís Bissigo, em ZH:

Tio Caê

Caetano de a a zie

Verdades e Falsetes

De Luiz Fernando Vianna, na Folha:

“Você não pode se livrar de si mesmo”

E a crítica de Marcus Preto, também na Folha:

Caetano maduro sofre da síndrome do segundo disco, depois do ótimo “Se”

Em breve, impressões sobre Zii e Zie por aqui. E entrevista com a
Cris Aflalo.
E quem sabe com Mariana Aydar.
E mais lançamentos na rádio (além da Cris, já estão rodando, de hora em hora, Lula Queiroga,
Regina Souza
e Ana Salvagni.
Mariana entra já já. Não deixe de ouvir nossa programação. Fácil,
facílimo, só clicar: Rádio PortoMusical. Até.

14/04/2009, 10:53AM

Arthur de Faria & Seu Conjunto reabrem o Cultural ao público e com batera novo

Arquivado em: Copy/Past, Shows — Juliano Machado @ 10:53:45 AM

Recebi agora há pouco do Arthur de Faria:

“Nesta quinta-feira, dia 16 de abril, às 20h, é dada a largada para a programação do projeto “Cultura é no Cultural”, no Instituto Cultural Brasileiro Norte-Americano
(ICBNA), com o show “Música pra Ouvir Sentado”, de Arthur de Faria & Seu Conjunto.

É o espetáculo 100% instrumental do grupo, e desta vez vai apresentar pela primeira vez dois choros e uma valsa do compositor porto-alegrense Octávio Dutra,
o principal nome da música da cidade nos primeiros 30 anos do século XX. Arthur fez a direção musical e a banda tocou no longa “Espia Só”, documentário
sobre Octávio dirigido por Saturnino Rocha, que se encontra em fase de finalização.

O resto do repertório tem músicas de Arthur também escritas para filmes, como Habanera Pré-Datada (Gaúchos Canarinhos, de Renê Goya Filho), a valsa Branquinha
e a Ciranda da Ajuda (Ainda Orangotangos, de Gustavo Spolidoro) e velhos temas como as valsas Temma do Louco, a valsa-jazz 25 de Março, o Tango do Morto
e a mistura de chamamé com milonga de Chama a Monga ao lado de inéditas como Contrabandeada Milonga e Trôpego Blues.

Este show vai marcar também a estréia oficial do novo baterista na banda, o lendário Edinho Espíndola. O cara fez a turnê do Projeto Pixinguinha da banda,
ano passado, como músico convidado. E é uma lenda, fundador do Liverpool e do Bixo da Seda, além de ter tocado com gente tão distinta quanto Bandaliera,
Nara Leão, Zé Ramalho, Osvaldo Montenegro, Frenéticas, Lulu Santos, Zizi Possi, Antônio Villeroy, Bebeto Alves e Nico Nicolaiewsky.

A banda segue com Sergio Karam no sax alto, Adolfo Almeida Jr no fagote, Julio Rizzo no trombone, Marcão Acosta na guitarra, Arthur no piano e acordeom
e Clóvis Boca Freire nos baixos.”

Ingressos:

R$ 25,00 - Desconto de 50%para estudantes e idosos

R$ 30,00 - Desconto de 50% para estudantes e idosos

Data: 16/04/2009

Horário: 20:00

Local: Instituto Cultural Brasileiro Norte-Americano

Endereço: Rua Riachuelo, 1257 - Porto Alegre

Telefone: (051) 4009-2307

Ingressos Masculino e feminino: Antecipados R$ 25,00 e na hora R$ 30,00

08/04/2009, 05:00PM

Novo disco de Mariana Aydar tem muito samba, mas não é um disco de sambas

Arquivado em: Copy/Past, Discos, Lançamentos — Juliano Machado @ 17:00:47 PM

de Luiz Fernando Vianna, na Folha, hoje:

“A ótima recepção a seu primeiro CD, Kavita 1, custou a Mariana Aydar o que ela chama de “dois tipos de preconceito”.
O primeiro foram comentários de que seu sucesso estava impulsionado por uma estratégia de marketing montada pela publicitária
Bia Aydar. “Imagina se, com
tanta coisa para fazer, minha mãe ainda teria tempo de gerenciar a minha carreira!”, incomoda-se.
O segundo veio de moderninhos de São Paulo que reclamavam de ela cantar samba. “Eles acham que gravar samba é careta. Você
pode ser influenciada por Bob
Dylan, mas não por Elis Regina e Clara Nunes”, diz Mariana, 28.”

Mais aqui

Comentário

Acho excelente que Mariana esteja com disco novo. Gostei do primeiro
trabalho dela, embora também ache que faltava um pouco de unidade e mais
identidade, consistência (seja lá o que signifique isso!). Mas desde lá, tínhamos uma
intérprete interessante, de boa voz, muito afinada e forte. O que mais
chama atenção nas matérias da Folha, entretanto, é o seguinte: por que
uma cantora brasileira precisa se justificar ao gravar… samba? Será
que algum músico americano se justifica por gravar ou utilizar
referências do jazz? Não digo que só no Brasil aconteça esse tipo de
coisa, mas nesse caso particular do samba tenho a impressão que ainda
não se resolveu muito bem a questão da assimilação do samba por classes
mais intelectualizadas. Ao menos resquícios de uma certa elite metida a
classuda, que não gosta de samba (a madame de Janete de Almeida!) acho
que ainda dão as caras de vez enquando. Nenhum músico brasileiro é
obrigado a gravar samba, nem de gostar de samba. Pode fazer rock, jazz,
música oriental, o que for. Mas justificar-se ao gravar samba, no país
em que o samba é um patrimônio cultural fortíssimo, é sintomático da
nossa dificuldade histórica em lidar com nossa situação hierarquizada da
sociedade (cujas posições definem status e estilos de vida mais ou menos
reconhecidos) e com nosso colonialismo ainda tão recente. Mas peraí,
esse blog é de música, e não de análise sociológica!

Ah, é preciso dizer que a cantora não justifica por achar que gravar
samba precise ter alguma justificativa. Ela só fala em relação a um
certo grupo “muderno” de Sampa que acha “careta” trabalhar com samba.
Parece anacrônico, não? Caetano Veloso, que escreveu um release para o
disco, afirma que essa postura é de um Brasil histórico ensimesmado mas
que só quer olhar para fora de si. Concordo. “E ele já mostrou isso na tropicália. E já houve a Semana de 22. É estranho, porque São Paulo é tão cosmopolita… Mas,
quando o samba começa de novo a conquistar alguma popularidade, você já ouve que ele é careta. É uma besteira, porque somos contemporâneos, é um outro tempo.
Está na hora de isso mudar”, desabafa Mariana.

O trabalho tem produção de Kassin e coprodução de Duani, baterista,
compositor e namorado de Aydar. Ele também escreve 7 das treze músicas
do disco. A própria cantora assina “Kavita”, que é seu apelido. “Peixes Pássaros Pessoas” é o nome do album.

Para ler mais:
Novo disco de Mariana Aydar tem texto de apresentação de Caetano Veloso

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